A EMN aposta numa sociedade em que todos aqueles que são financeira e socialmente excluídos, tenham acesso a uma série de serviços de apoio financeiro e complementar, capacitando-os para iniciar novos empreendimentos, consolidar negócios existentes e financiar necessidades pessoais que melhorem as suas vidas.
A EMN vê-se como a principal rede de instituições na Europa ao integrar pessoas excluídas, permitindo-lhes tornarem-se cidadãos ativos, ao transformar uma ideia em realidade, ao tomar o seu destino nas suas próprias mãos e, deste modo, contribuir positivamente para a sociedade.

Coleman, Lorna, vai participar na conferência; Business Development Manager – Microfinance Ireland (Ireland)
 
 

Fotografias da grande conferência sobre microfinança em Lisboa, 2014 ... See MoreSee Less

4 years ago  ·  

LUSA

Emigrantes portugueses com microcrédito em Londres

Despesas urgentes levam portugueses a viver em Londres a pedir empréstimos de pequenos montantes a taxas de juro elevadas, incluindo o microcrédito, afirmam dois conselheiros financeiros lusos.

Patrick Fernandes e Rodolfo Ribeiro encontraram clientes compatriotas enquanto trabalharam na Oakam, empresa de "payday loan" cujas taxas podem ultrapassar os 600% Taxa Anual Efetiva Global (TAEG), e na sociedade de microcrédito Fair Finance, onde se encontram atualmente.

A maioria, descreveram à agência Lusa, são portugueses em empregos pouco qualificados, como limpezas, que não conseguem crédito junto dos bancos e que pedem dinheiro para pagar férias, para enviar para a família ou pagar hipotecas em Portugal ou para adquirir outro tipo de bens.

Os portugueses até "são bons pagadores", garantem, mas Patrick e Rodolfo saturaram-se da filosofia da indústria do "payday loan", que obriga os funcionários a pressionarem os clientes para aumentarem os montantes de crédito, obtendo assim mais lucros.

"Quando fazia um 'top up' [adicionar mais dinheiro ao montante adicional], sentia-me culpado. As pessoas pediam dinheiro porque precisavam e depois acabavam por ficar ainda mais endividadas", afirmou Patrick à Lusa.

Formado em informática e natural de Lisboa, de onde saiu há dois anos, Patrick Fernandes confessa gostar de trabalhar no setor financeiro, mas não hesitou quando encontrou um emprego na Fair Finance, disse: "As decisões são tomadas de forma diferente, aqui ajudamos mais as pessoas".

A empresa social de microcrédito foi fundada em 2004 por Faisel Rahman, presidente da Rede Europeia da Microfinança, cuja conferência anual se realiza em Lisboa na quinta e sexta-feira.

Atualmente com quatro escritórios em Londres, foi premiada pelo governo britânico em 2013 por ter ajudado 200 empresas na capital a começar ou a crescer. Em maio recebeu também um prémio nacional de "Instituição de Crédito Alternativa do Ano".

A Fair Finance cobra uma taxa que ronda os 60% TAEG, mais elevada do que aquela cobrado pelos bancos comerciais, contudo mais baixa que um "payday loan", que em certos casos pode ter uma taxa superior a 1000% e cujo número de empresas disparou nos últimos anos no Reino Unido.

Muitos emigrantes portugueses usam o microcrédito como uma alternativa aos bancos, embora nunca para criar o seu próprio negócio, refere Rodolfo Ribeiro, conimbricense formado em artes.

"É mais acessível, flexível e justo. Regredi em termos de posição, salário e funções, mas preferi este emprego porque sabia que haveria oportunidade de progresso e porque é um projeto interessante", justifica.
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4 years ago  ·  

LUSA, 19 de junho

O BCP e o microcrédito

O BCP quer duplicar em dois ou três anos o investimento e o número de postos de trabalho gerados pelo microcrédito, apostando nomeadamente no grupo dos jovens licenciados, anunciou hoje o presidente da instituição, Nuno Amado.

De acordo com o responsável, que falava aos jornalistas à margem de uma conferência sobre microfinança, desde a criação desta área no BCP - há cerca de nove anos - foram já criados mais de 4.000 postos de trabalho, com mais de 20 milhões de euros investidos neste tipo de processos.

"O nosso grande desafio passa por conseguir duplicar estes números em dois ou três anos e isso significa um crescimento muito significativo do número de operações que vamos fazer nesta área", disse Nuno Amado.

Por outro lado, acrescentou, outro objetivo do BCP é "fazer mais microfinança para jovens licenciados".

Trata-se, segundo o presidente do banco, de uma área onde há uns anos atrás não havia desemprego e onde agora há um desemprego bastante grande apesar de se tratarem de pessoas bem preparadas.

"É uma praga em Portugal contra a qual queremos que lutar e ajudar a resolver", disse.

O microcrédito é uma forma de empréstimo de montantes baixos, até 25.000 euros, destinado a pessoas sem acesso ao crédito pela banca tradicional e que pretendam desenvolver uma atividade económica que crie emprego e seja sustentável.

De acordo com Nuno Amado, as taxas no microcrédito estão hoje mais baixas do que "há seis meses ou um ano".

"Não é uma área onde o banco tenha uma grande rentabilidade, devemos estar mais ou menos no 'breakeven' [equilíbrio financeiro], no ponto morto, mas também não a queremos perder", afirmou.

A questão do microcrédito, para Nuno Amado, é sobretudo dar uma resposta de "maior inclusão social", apoiar boas ideias e conseguir que pessoas saiam do desemprego e criem o seu próprio negócio
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4 years ago  ·  

Amostra da 11ª conferência da EMN em Portugal ! ... See MoreSee Less

4 years ago  ·  

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